AUTORES
Caio César de Melo Freire – Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Lis Tavares Coelho – Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Maria de Fátima Freire de Melo Ximenes – Universidade Federal do Rio Grande do Norte
RESUMO
A ocorrência simultânea de endemias em uma mesma área aumenta a probabilidade de reações cruzadas, como exemplo, o Nordeste do Brasil, área endêmica de Leishmaniose Visceral, Leishmaniose Tegumentar e Doença de Chagas. Portanto, esse estudo objetivou analisar as relações existentes entre antígenos das espécies Leishmania chagasi, Leishmania braziliensis, Leishmania guyanensis, Leishmania amazonensis e Trypanosoma cruzi, encontradas no Brasil. Os antígenos de L. chagasi usados rotineiramente no ELISA foram associados aos antígenos de outras espécies de Leishmania e Trypanosoma cruzi. Por meio da base de dados pública Protein do NCBI obteve-se as seqüências peptídicas dos antígenos proteína de choque térmico de 70 kDa (HSP-0), kinesina de 39 kDa (k-39) e kinesina de 26 KDa (k-26) no formato FASTA e em seguida com auxílio do programa BLASTp as seqüências obtidas foram comparadas às seqüências da base de dados Protein do NCBI. Os resultados obtidos por meio dessa ferramenta computacional e da comparação entre os antígenos sugerem que o k-26 é mais específico que os outros e o k-39 mais específico que o HSP-70, corroborando ensaios biológicos que demonstram que o k-26 quando comparado aos demais antígenos apresenta especificidade elevada para L. chagasi, portanto menor probabilidade de reação cruzada com antígenos de outros tripanossomatídeos.
Palavras-chave: Bioinformática, BLAST, ELISA, Leishmaniose visceral.
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Departamento de Microbiologia e Parasitologia
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